domingo, 27 de janeiro de 2008

Da janela do avião



O avião (Toquinho)

Sou mais ligeiro que um carro,
Corro bem mais que um navio.
Sou o passarinho maior
Que até hoje você na sua vida já viu.

Vôo lá por cima das nuvens,
Onde o azul muda de tom.
E se eu quiser ultrapasso fácil
A barreira do som.

Minha barriga foi feita
Pra muita gente levar.
Trago pessoas de férias
E homens que vêm e que vão trabalhar.

Dentro eu não faço barulho,
Fora é melhor nem pensar.
Voando pareço levinho,
Mas sou mais pesado que o ar.

Venha voar comigo, amigo.
Sem medo venha voar.
De dia tem o sol brilhando,
De noite quem brilha é o luar.
Venha voar comigo, amigo.
Sem medo venha voar.
Em dia nublado não fique assustado
Que eu tenho radar.

Se às vezes balanço um pouquinho
É o vento querendo brincar.
Se chove chuvisco fininho
São nuvens tristonhas a choramingar.

Se você me vê lá no alto
Voando na imensidão,
Eu fico tão pequenininho
Que caibo na palma da mão.






Da janela do avião
(Rafael Arrais)

À noite, da janela do avião
Acima e abaixo, é tudo igual
Chão e céu são escuridão
E mesmo as luzes das cidades
São como pequenas estrelas
Que juntas, formam galáxias
Naquela imensidão...

E o avião é uma embarcação
Uma nave espacial
A cruzar o espaço, como uma estrela cadente
Que nunca atinge o solo...

Que o Universo é como a noite
Vista da janela do avião
Tem muitas moradas
Mas não tem chão.




FUI!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
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