sábado, 29 de novembro de 2008

Mônica Salmaso de volta ao Brasil

Todos que visitam meu blog, sabem através de postagens anteriores, o quanto eu adoro a Mônica Salmaso, esta cantora de voz abençoada e o quanto eu torço por ela. Visitando o blog dela (http://pasquimdamonica.blogspot.com/) fiquei sabendo que ela iria fazer uma turnê pela Europa, vibrei com a notícia, do dia 28/10 a 09/11 Mônica esteve na Espanha, Alemanha, Italia,Suécia, Austria, Belgica, Eslovênia e Holanda.

Mônica Salmaso está de volta ao Brasil e concedeu esta entrevista para minha amiga Custódia que mora em São Paulo e viajou até São Carlos para ver Mônica (eu também faria o mesmo!!!), ela é fã que nem eu e teve a coragem de entrevistar a Mônica, quem sabe um dia eu faça a mesma coisa, dou uma de reporter e entrevisto Zélia Duncan? hehehe Eu tenho muita vontade de fazer Jornalismo, ainda penso muito sério nisto e a iniciativa de Custódia me deixou tentado a cursar a faculdade de Comunicação.

Segue aí na aventura musical de hoje a entrevista super interessante onde Mônica fala da experiencia em cantar na Europa!

É o canto da Mônica encantando o mundo!!!

Custódia, obrigado por ter autorizado que eu publicasse esta entrevista em meu blog e parabéns pela sua coragem e iniciativa!






Custódia – Como é que foi, assim, em linhas gerais, a turnê lá fora?

Mônica – Foi muito legal. Foi muito difícil, porque lá... é, a gente fez uma turnê pelo Brasil cheia de conforto. Foi a gente que fez. A gente que escolhia o jeito, também tava viajando com o Théo, então era uma coisa que a gente pensava nele, e ao pensar nele, todo mundo se deu bem, porque a gente ficava pelo menos dois dias em cada cidade, então tinha tempo de chegar, de fazer uma bagunça no quarto do hotel, virar um pouco a nossa casa, e assim a gente fez a turnê inteira. Lá na Europa não funciona assim. Lá, porque é muito perto, eles agendam que nem louco. Agentes lá que fizeram a turnê, montaram prá gente, não fomos nós. Então, quando a gente percebeu, a gente fez onze shows em quatorze dias. E nunca repetiu a cidade. Nunca. Então era muito cacetada, assim. A gente praticamente viajou e tocou no mesmo dia, todos os dias. E as viagens, algumas foram confortáveis e algumas foram barra pesada, assim, de pegar uma van até uma estação de trem, um trem, troca de trem, pega uma van, viaja mais uma hora... A gente chegou a viajar oito horas, de chegar num lugar, passar o som e fazer o show no mesmo dia. Com filho, com carrinho de neném, com mala, com tudo. Então foi beem barra pesada. Ao mesmo tempo, a gente já tá escolado, já faz isso há anos, então, a gente já tem um sistema de fazer. E foi muito legal. Os shows foram muito legais, a gente fez em lugares lindos... A Europa é sempre muito boa de trabalhar. Tecnicamente ela é muito boa. Os teatros são bons, o equipamento é bom, os técnicos são bons... então é bom. O show é uma delícia de fazer, de trio, eu, o Teco e o Toninho, então, isso foi muito bom. Mas não se compara ao esquema da turnê do Noites de gala.

Custódia– Mesmo porque, lógico, você é mais conhecida na sua terra, né? Então você tem mais, assim...

Mônica – Ah, é diferente, tem muito mais público aqui... Não é só público, a gente estruturou de uma outra forma...

Custódia - Mas não é só público, né, Mônica? É o nome mesmo, né? É o nome mesmo que leva mais... não é nem respeito que eu falo, é mais assim... que palavra eu posso usar? Você tem o teu lugar aqui no Brasil. Talvez, lá fora...

Mônica - Eu acho assim, que lá fora o caminho é muito parecido com o que eu sempre fiz aqui. É, vai pingando, pinga-pinga, e vai formando um público no braço, sem um impulso. A gente aqui no Brasil até teve algumas vezes um impulso um pouquinho maior, de aparecer uma vez, num festival da Globo, mas isso não chega a impulsionar uma carreira. Isso dá um “totó”, assim, né (risos) Tá vivo, ó, existe. Um dia uma pessoa te vê numa outra situação e você fala: ah, essa é aquela que há quinze anos eu vi na televisão cantando quatro minutos. Então, não chega a ser um impulso, mas é uma coisinha. Agora, o que é a força do trabalho, de formar uma carreira de verdade, é isso, é o braço, é como sempre foi. É o círculo. Sai da cidade, vai prá outra, chega lá, se instala e forma o público. É isso, que a nossa vida é essa. No Brasil eu faço isso há mais tempo, né, então tem um público maior, tem mais espaço. Eu me sinto fazendo isso novamente quando eu vou prá fora. Fazendo às vezes num esquema inclusive anterior, uma fase de trabalho que eu já passei aqui e agora eu faço lá. Com a diferença de que lá existe uma pré-disposição prá música brasileira muito grande. Existe uma boa vontade com o Brasil. Existe um interesse na cultura brasileira, no país. O que sair do Brasil já conta com um índice de vontade de ser visto. Se for muito ruim é porque você não vai querer ver uma segunda vez. Mas existe essa vontade.

Custódia – Aconteceu alguma coisa assim, inesperada, ou de bom, ou de ruim, tipo aconteceu e você: puxa! Ou: que legal! Que você não esperava e aconteceu? Que chamou a atenção, te surpreendeu?

Mônica – Não. Na verdade a gente não teve nem tempo de perceber, também (risos) Porque foi tanto uma coisa atrás da outra... eu acho que não. Foi o que a gente esperava. Alguns lugares a gente não conhecia, eram cidades que eu nunca tinha ido, outras cidades eu já tinha voltado, já tava voltando, daí você sente um público já maior... Eu gosto muito da Europa por causa disso. Existe um mercado na Europa que no Brasil ainda é novo, que a gente chama de mercado de segmento. Na Europa existem selos menores, distribuição diferenciada há muito tempo. Isso no Brasil é novo. No Brasil, quando eu comecei a cantar, era impossível ser cantor fora de uma multinacional. Nem tinha. Disco independente, então, nem pensar. Isso já existia na Europa. Então, existe um mercado de trabalho estruturado, muitos festivais, muitos espaços que absorvem esse tipo de carreira. Que aqui ainda não tem. Porisso é muito difícil. Aqui, prá você fazer uma turnê, você depende de uma estrutura patrocinada prá você desenhar essa carreira. É impossível você desenhar uma carreira inter-produtores, entendeu, que é o que acontece lá. Uma agência conversa com produtores de toda a Europa e vende um determinado período de determinados artistas. Fulano estará aqui, representado por nós, de tal dia a tal dia. E aquilo vai se vendendo. Depois eles costuram a forma de chegar numa cidade e numa outra. Isso não existe no Brasil. Aqui no Brasil existe isso: arruma um dinheiro, e aí você sai que nem louco. Aí você encontra os produtores locais, falando: ó, eu tenho um show, ele tem essa estrutura, ele tá pago, tem tantas coisas aqui e .. você tá interessado? Aí você faz uma aliança. Mas parte de uma produção quase que independente do artista em se unir com esse tipo de trabalho. É diferente do que acontece na Europa.

Custódia – Uma vez você falou que quando você vai num lugar que você não conhece, dá mais frio na barriga, porque faz um boca-a-boca, assim... Dá mais frio na barriga fazer um trabalho fora do que no Brasil?

Mônica – Não. Eu, não. Eu tenho mais frio na barriga no Brasil. Por que eu acho que eu tenho um... Não sei se é pelo fato de que lá, talvez fica tudo tão longe de casa, sabe, o que vier é lucro? Eu não tenho essa expectativa... Nunca foi ruim, lá. Mas é um estranho, você é um estranho, né? Você é um turista. O meu público fora não é aquele público de brasileiros. Tem, às vezes você vê... mas não é... .eu não represento o Brasil pros brasileiros. Que moram fora. Esses que moram fora querem ver ou pessoal que faz a música dançante no Brasil, ou os nomes que eles ouviam quando moravam aqui, entendeu? Então, eu não sou nem uma coisa nem a outra. Então o meu público lá fora ele é muito local.


Custódia – Mas isso é muito legal, né? Porque você espalha, né?

Mônica – Eu me sinto exatamente assim. Eu me sinto espalhando. Aqui no Brasil, não. Aqui no Brasil eu me sinto... eu sou daqui e... e... tô falando pros meus...

Custódia – E é uma estrela, né?

Mônica – Não sou uma estrela, eu acho que... eu sou uma trabalhadora...

Custódia – Quando é que você vai acreditar e pensar desse jeito?

Mônica – Eu não penso assim. Eu nem acredito nesse trabalho assim. Eu não vivo o cotidiano do meu trabalho assim, entendeu? Eu não tenho vida de estrela. Eu tenho vida de formiguinha trabalhadora operária.

Custódia - Sim, mas mesmo que seja uma vida de formiguinha operária, você é vista, e cada vez mais, e quem vem sai espalhando, e tá arrebentando, e tá acontecendo isso. As pessoas vindo, e se apaixonam, e vão comprar um CD e perguntam como é que é e como é que não é, o que que eu compro... Puxa, onde você conheceu... e tá espalhando isso... muito. Você não sente assim?

Mônica – Sinto. Sinto o trabalho se espalhando. Sinto isso. Sinto uma árvore dando frutos, assim. Uma árvore que foi plantada, foi regada, revolveu-se a terra, daí podou aqui, aqui com problema, pegou bicho, não sei o que... é assim que eu sinto. E sinto isso crescendo. Eu acho também que a minha expectativa no Brasil esteja maior, porisso eu fico mais nervosa aqui.. E também eu não sei, eu acho que com a turnê, a minha expectativa era assim: tanto trabalho, tanta gente viajando, o próprio Pau Brasil, o esquema todo... que quando você chega... Putz, será que não vai ninguém, com tudo isso quitado? Nunca cheguei aqui, nunca vim nessa cidade... A gente trouxe pela primeira vez uma estrutura que eu nunca tive... se não for ninguém, sabe, dá uma... é frustrante...

Custódia – Mas você não pensou nisso lá fora?

Mônica – Nãão. Lá fora não. Lá fora não deu tempo de pensar... em nada.... (risos)

Custódia – Não vem ninguém, por exemplo...

Mônica – Nã, puxa, se tem dois... Não aconteceu. Foi super legal. Mas se você chega num lugar, tem três neguinho, você é um meio... olha, eu sou do Brasil e vim fazer uma música aqui prá vocês três. E mostra. A expectativa não é muito maior do que essa. Não tivemos lugar com três. Tivemos assim coisas bem melhores, bem legais. Mas a expectativa é essa que você falou. Olha, eu tô aqui, tô espalhando as frutas lá do Brasil. E aqui, não. Aqui é: gente, pelo amor de Deus, né? Eu sou daqui, né...


Custódia – Pelo amor de Deus... você sabe que não precisa pelo amor de Deus...

Mônica - Nã, na, é isso....

Custódia - É isso, mas não é... Mas a gente sente assim... nossa... as pessoas... Não, eu conheço, e vai atrás, e fuça ... Essa daqui, ó (era minha amiga Inês): se você não viesse, eu vinha com a minha filha de novo, no dia seguinte... Quer dizer: eu não ia não ir nos dois shows. Eu ia nos dois dias e acabou... Muita gente, daí vai, leva amigo e outro amigo, daí vem, se apaixona...

Mônica – Não, isso foi lindo. A turnê fez um negócio muito bonito. A turnê amarrou. Foi a primeira vez que eu pude fazer um negócio que é como se fosse um mapeamento. Eu venho trabalhando... o Afro-sambas a gente gravou em 95. Faz tempo. Prá mim eu considero como começo, né, de um trabalho, de uma carreira. Faz tempo que eu tô trabalhando, faz tempo que eu tô fazendo um público gradualmente. E faz tempo que eu vou assim: eu vim aqui prá São Carlos algumas vezes. Sei lá, acho que eu vim umas quatro, cinco vezes. Sempre assim: vim uma e sabe Deus quando é que vai ter a próxima, entendeu? É... Pela primeira vez eu tive uma noção panorâmica em relação... Claro, o Brasil é gigantesco, vinte e uma cidades não é nada... mas é muito. É um jeito de você visualizar em todos esses anos que tipo de púbico que se forma, entendeu? Claro também que nesse trabalho tem a coisa do Chico Buarque que é muito forte, e que chama público. Mas, além disso, (eu sinto isso) depois, quando a gente vai falar com as pessoas, você percebe isso. Muita gente fala isso: eu vim te ver pela primeira vez. Mas eu recebi um e-mail da minha prima, do meu amigo, não sei de onde, fala: você tem que ir.. Isso é uma mídia espontânea, um tróço maravilhoso que só a turnê. Por que? Foi prá todo lugar, conseguiu amarrar... Hoje mesmo tinha uma senhora cujo filho estuda na Unicamp. Ela mora aqui. E aí o filho foi ver o show na Unicamp. E falou prá ela assim: Mãe! Você tem que ir de qualquer jeito, aproveita, compra uns discos, que eu tava duro, não consegui comprar nenhum... (risos).

E ela veio. Se não tivesse aqui, não tinha o link de lá prá cá. E você sabe como isso aconteceu, assim, de link. De gente falando... gente do sul que tava em Fortaleza. Ele foi no show de Fortaleza e avisou a família no sul. Isso é lindo, é uma coisa que só pode acontecer tendo uma constância de show como a turnê. Muito legal.

Custódia - Como você lidou com a barreira do idioma?

Mônica - Eu falo um pouco de inglês. Eu falo um certo inglês... Tirando a Itália, onde se fala muito mal o inglês... Na Itália eu fiquei tentando traduzir com as pouquíssimas palavras de italiano que eu sei, e aí eu vou pedindo ajuda, eles ficam achando bonitinho e vão ajudando, e deu. O lugar era legal também, era em Ferrara, um lugar que eu já fui algumas vezes, bem legal. O resto... Na Espanha eu falei portunhol, que eles entenderam, eu fui numa cidade, San Sebastián, que é países bascos, que ali se você fala português com a fonética do espanhol deles, eles entendem, porque as palavras são muito parecidas. Se você fala português com som de português do Brasil, eles não entendem nada. Mas eu já tinha feito show em Madrid e foi super engraçado. Eu fiz três shows em Madrid, no primeiro eles não entenderam nada. No segundo, eu comecei a falar portunhol, eles entendiam tudo. Então, eu fui me virando assim. E o resto eu falei inglês. Até na Eslovênia eu falei inglês. Aí na Europa muita gente fala cada vez mais o inglês. Acaba sendo um inglês que junta todo mundo, né, nessa situação. Então com o inglês eu me virei, e aí algumas músicas que eram história compridas, que eu achava que a melodia não tinha assunto suficiente prá segurar quando a pessoa não entende, eu traduzi. Eu falei, ó, agora eu vou cantar uma música que conta uma história disso, assim, assado... Eu falei em inglês. E aí vinha a música, aí as pessoas ficavam na mágica de tentar entender, sem entender, aonde naquilo que eu tava cantando tava cada coisa que eu tinha contado, né? É bonito...


Custódia – Qual a cidade que você achou que teve o show mais legal de fazer, mais bacana?

Mônica - Ah, deixa eu ver. A gente fez um show na Antuérpia que foi lindo, lindo. A gente fez... Esse show de Ferrara, eu adorei. Esse show em San Sebastián, eu adorei. Aí a gente fez em Amsterdã, que foi muito legal também... Ah, sei lá, são vários... Cada lugar tinha seu jeito. Na Eslovênia, chama Ljubljana, é uma cidade grande, lá. Eu já tinha ido também algumas vezes. E tinha um público lindo. A primeira vez que eu fui lá, faz uns anos já, eu cantei num festival que abria o Gonçalo Rubalcava com o trio, depois vinha eu e o Bellinati, fizemos Afro-sambas, e depois veio a Mercedes Sosa. Ela já tava um montão de anos, já. E aí eu sentei do lado e choraaava... Fiquei vendo assim ela no palco, linda, linda. E era gozado, ela falava espanhol, castelhano, né, e as pessoas urravam. Provavelmente não tavam entendendo nada, urravam. E aí é uma gente muito boa, lá, é um povo, é um público muito amoroso. Eles falam que eles são a mistura da cultura alemã com a cultura italiana. Porque ali foi muito... de todo mundo ali, né? Brigaram, brigaram, e enfim se independeram, mas eles têm a afetividade italiana e o rigor alemão, né. E eles são realmente muito afetivos. Foi bem legal.

Custódia - Sobre a divulgação dos shows, você considerou legal, boa, a divulgação?

Mônica - Depende, foram vários lugares. Teve lugar que sim, teve lugar que mais ou menos, teve lugar que não...

Custódia - Você deu alguma entrevista, falou com jornal, alguma coisa, não? Uma rádio...

Mônica - Sim, dei algumas coisas. Dei chegando... Não dava tempo. Aqui, a gente chega tem o conforto de ter dia antes, lá não tinha nada. Então tinha coisas que eu chegava na hora. Alguns lugares eu dei, estando numa cidade anterior, prá cidade que eu tava indo.

Custódia- Então você conseguia fazer uma ponte...

Mônica - Às vezes. Mas são lugares que têm um tipo de divulgação interna, né, de mala direta, de sócios...

Custódia - Baião de quatro toques, assim, é muito Brasil, né...

Mônica - Aquilo lá é uma versão do Beethoven.

Custódia - Você cantou lá?

Mônica – Cantei...

Custódia - E como é que você se sentiu cantando lá...

Mônica - Eu falava: ó, agora eu vou cantar uma música que é um baião, que é um estilo de música muito característico do Brasil, que foi feito sobre a melodia da 5ª Sinfonia de Beethoven. Aí eles conhecem muito, muito. E aí eu começava a cantar o baião e eles conheciam o Beethoven.

Custódia - Porque tem puta força essa música, né...

Mônica - Eu sei, tem um ritmo. Eles não entenderam a letra, né?

Custódia - Mas devia ter, de repente, um brasileiro no meio... e você cantando...

Mônica - Tinha pouco. Aconteceu um negócio super engraçado. Eu cantei uma música de um amigo meu, francês, que a música é numa língua que não é língua nenhuma. Que é sons de brinquedos, super legal, nova, a gente colocou no repertório. E aí essa música, foi engraçado. Na Antuérpia, eu acho, eu expliquei em inglês: ó, eu vou fazer uma música que a letra não quer dizer nada. São sons de brinquedos e tal. E cantei a música. Aí, quando acabou, eu tava assinando CDs, veio uma brasileira, professora de português. Das pessoas de lá. E foi engraçado, porque ela falou assim: você cantou uma música, parecia uma música indígena... Eu saquei que ela não falava inglês, então, como ela não entendeu a letra, mas não entendeu a explicação, também. Então, prá ela, ela tava na sensação dos outros quando não entendiam a letra. Foi super engraçado. Eu falei: Não, eu falei, essa música não é nada, até parece uma língua indígena, mas não quer dizer nada. Ai, que legal! Então, tem uma hora que sobra música.

Daí eu falei: quando a melodia da música não tem link nenhum ou é muito repetitiva, você fala, pô, o cara não vai, não tá entendendo... A melodia não vai puxar o interesse dele durante a música inteira... Mas a letra tem grande interesse e ele entende, eu vou explicar. E aí você explica e eles ganham um novo interesse. Que é aquele lá, da brincadeira de ver... ah, aquela lá, agora encontrou... ah...

Custódia – Prá terminar. Você visitou Paris? Você disse que ia visitar Paris...

Mônica - Foi maravilhoso. Fiquei uma semana de fériaaaaas...

Custódia - Depois dos shows...

Mônica - Antes. Depois começou.

Custódia - Então, primeiro você foi carregar as baterias, prá depois mandar bala...

Mônica - Depois usar o que tinha carregado...

Custódia - Valeu?

Mônica - Valeeuu...


Custódia e Mônica Salmaso
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