segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

"Por toda minha vida" homenagea Tim Maia


Foto tirada por Mister Teles no Teatro Fecap/SP no dia 14/10/2007



Meu final de semana foi bastante proveitoso. Foram tantas informações que preciso de alguns dias para digerir todas elas, afinal, assisti 5 filmes do Festival Mix, fui ao show da Ana Carolina, fui a um espetáculo que homenagou Cássia Eller chamado "Cássia, ele e as margaridas que falam", trabalhei como mesário nas eleições para escoha do diretor da minha escola e na noite de sexta feira assisti ao especial do Tim Maia, muitas informações para a minha cabeça que acaba de entrar de férias!!! Sendo assim, na postagem de hoje falarei sobre o programa que foi exibido na sexta à noite sobre o Tim Maia e futuramente falarei sobre Cássia Eller.

Na sexta feira foi ao ar mais um programa "Por toda minha vida" que já homenageou Elis Regina, Renato Russo, Nara Leao e desta vez homenageou o "Descobridor dos Sete Mares da Soul Music Brasileira", o grande Tim Maia, afinal foi ele o responsável pelo molho suingado feito à base de funk e soul que temperou a música brasileira a partir dos anos 70. A Rede Globo (repito isto aqui novamente) está acertando a fórmula e prestando um grande serviço ao mostrar para o público a vida desses gênios musicais!!!

Gostei muito do programa que mostrou bem a personalidade forte que Tim Maia tinha. Ao meu ver, Tim Maia era livre, indomável, amoroso, debochado, sofisticado, polêmico, generoso e muito divertido, além de ser dotado de uma genialidade musical inquestionável - ele era tudo isso ao mesmo tempo! Tim Maria se dizia, "gordo, preto e barulhento” e tinha suingue, viu? Levantava a platéia, tinha aquelas tiradas!!! Adoro gente assim! Sem contar que ele era de uma sensiblidade incrível, eu adoro o romantismo que aparece nas letras dele.

O programa mostrou que Tim Maia conheceu de perto o sucesso e o fracasso, o amor e a desilusão, a riqueza e a pobreza. O programa conta a história do cantor e compositor desde a infância humilde, quando entregava marmitas na Tijuca (ele era o “Tião Marmiteiro”), bairro da zona norte do Rio em que nasceu; até sua morte, em março de 1998; destacando as passagens mais importantes de sua vida, como a temporada nos Estados Unidos, a adesão à religião Universo em Desencanto, a experiência como músico independente (foi um dos primeiros a traçar este caminho), as parcerias de sucesso, a consagração como músico, até seu último show no Teatro Municipal de Niterói.

O talento musical de Tim Maia aflorou muito cedo. Aos 8 anos já cantava; aos 12, estudava violão; e com 14 anos de idade, formou seu primeiro conjunto musical. Quando tinha cerca de 20 anos, ele foi para os Estados Unidos, onde tomou contato com o suingue da música negra americana, que influenciou seu trabalho até o fim. Depois de uma passagem pela Jovem Guarda no fim dos anos 1960, Tim compõe o sucesso “Azul da Cor do Mar” (esta música é belíssima!!!) e grava “Primavera” e, em 1970, torna-se um ídolo, adorado pela crítica e pelo público.




BIOGRAFIA DO TIM MAIA É LANÇADA:


Este Especial da Globo veio em um excelente momento pois o Nelson Motta está lançando um livro sobre Tim Maia, o especial me deixou com vontade de ler a biografia dele.

A filosofia que mistura elementos de umbanda e crença em extraterrestres fez Tim Maia mandar pintar todos os instrumentos de branco na primeira metade dos anos 70 e passar um bom período completamente livre das drogas.

Além da saúde em dia e da voz muito mais clara, a aventura religiosa rendeu dois discos, hoje cultuadíssimos: “Tim Maia Racional vol 1” (1975) e “Tim Maia Racional vol 2” (1976). No repertório, há pérolas como “O caminho do bem” e “Leia o livro”, na qual Tim Maia prega, em inglês: “read the book”. Mas, imprevisível como só o próprio Tim, o músico se desencantou com a seita e mandou tudo às favas, inclusive os álbuns, que foram renegados.

A história é tema do capítulo “O Evangelho segundo Tim Maia, 1975, 87 Kg”, da biografia “Vale tudo: o som e a fúria de Tim Maia”, assinada pelo jornalista e produtor musical Nelson Motta, amigo do músico por 30 anos, e recém-lançada pela editora Objetiva.

Da infância humilde como “Tião Marmiteiro” na Tijuca, no Rio de Janeiro, até o fim de sua carreira, a obra faz um retrato do músico com a intensidade que sempre lhe foi peculiar.


E pra encerrar a postagem de hoje vamos para uma das músicas mais lindas que Tim Maia fez.




Azul da Cor do Mar (Tim Maia)



Ah, se o mundo inteiro me pudesse ouvir
Tenho muito pra contar
Dizer que aprendi
Que na vida a gente tem que entender
Que um nasce pra sofrer
Enquanto o outro ri
Mas quem sofre sempre tem que procurar
Pelo menos vir achar
Razão para viver
Ter na vida algum motivo pra sonhar
Ter um sonho todo todo azul
Azul da cor do mar






Vejam o vozeirao que o Tim Maia tinha, como ele animava a platéia. Segue o vídeo com esta cançao que é simplesmente LINDA!



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