quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Ao cair da tarde






Ao cair da tarde
As folhas das árvores
Despem meus pensamentos
Numa lagoa dourada

Ao cair da tarde
Meus olhos cansados
Desprendem preces
Assim que vejo o céu

Ao cair da tarde
Desfolho a tristeza
Como um pássaro
Se recolhe ao ninho

Ao cair da tarde
Dá-me uma saudade
Um sentimento estranho...
Do que vivi ou do que viverei?

















Para combinar com este belíssimo poema desta poetisa genial Carol Timm (do maravilhoso blog Casas de Palavras - http://casadepalavras.blogspot.com/) escolhi esta canção super gostosa da Adriana Calcanhoto que está no disco Cantada de 2002.

Para ouvi-la, clique em PLAY e viaje nesta aventura musical.













Sobre a Tarde (Adriana Calcanhoto)

Cai a tarde
Como sempre

Como sempre
Diferente

Cai a tarde
De onde não se sabe
Pela Farme
Sobre a gente
Cai a tarde
Sem parar

Cai a tarde
E tudo parda

Cai a tarde
Meu amor rega as plantas

Cai a tarde
A tarde toda
Na velocidade da luz

Cai a tarde
Que é seu fim
Cai a tarde
Que é sem fim?
Cai a tarde
Em sua finalidade

Cai a tarde
Cai a tarde









Palavras do mestre sábio e alteroso Paulo Braccini do blog "Enfim, é o que tem para hoje" (http://paulobraccini-filosofo.blogspot.com/) para mim:

"A tarde, como prenúncio da noite, sempre se revestirá de sombra; sombra que nos toca com seu manto envolvente e nos acua; acua pela introspecção a que a sombra nos leva; introspecção que nos atira no abismo dos mais profundos sentimentos; sentimentos que nos inquieta; inquietação fruto de nossa mais profunda insegurança; insegurança que será vencida pela força do amor; amor, o maior de todos os sentimentos, que nos cobra atitudes e que precisa de uma quietude da alma."
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